Fazenda da Barra – GO

Inicialmente, a fazenda utilizava o sistema silvo pastoril em uma área de 90 hectares, cultivando Mogno e criando gado. Passou usar a estratégia de produção da ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta), plantando milho e capim. Em junho de 2018, aderiu à metodologia ART em 15 hectares, momento no qual cessou o uso de herbicidas e passou a utilizar a poda rameal do Mogno na pupunha e nas faixas florestais.

A Pupunha, típica de locais úmidos e de temperatura amena, é intercalada com árvores como Farinha Seca, Guapuruvu, Pata de Vaca e Canafístula.

As faixas florestais consistem em árvores de Mogno intercaladas com Limão Tahiti, Gueroba, Mamão e Banana. Futuramente haverá também Jaca, Abacate, Moringa, Maracujá, Baru e Pequis.

Em uma região onde predomina as grandes plantações de soja e milho, a Fazenda da Barra, cuja área total é de 450 hectares, pretende implantar a tecnologia ART em mais 20 hectares por ano, até substituir completamente o sistema ILPF.

Fazenda Santa Julieta Bio – SP

Presente na cidade de Santa Cruz da Conceição, os 30 hectares desta fazenda fazem parte de outra maior ainda. Por ser muito antiga, passou décadas cultivando monoculturas, como café, milho e soja, o que acarretou na degradação do solo. Em setembro de 2016, a fim de regenerar o solo, utilizaram 5 hectares para aderir ao sistema ART através de consórcios de Eucalipto, Acácia, Bananeira, Mandioca e Batata-doce. Imediatamente perceberam a redução de pragas, o aumento da qualidade e fertilidade do solo e a presença maior da biodiversidade.

Um ano depois, abriram nova área para a tecnologia ART, agora plantando árvores frutíferas. Mantendo o objetivo de continuar com Agroflorestas, passaram a cultivar, também, grão de bico, ervilha e árvores frutíferas nativas. Toda a área de horticultura tem 3 hectares.

Sítio Recanto das Saíras – SP

Sistematização de talhões e preparo do solo Como a área é bem acidentada com altitude de 660m, em alto grau de degradação, encostas íngremes, impedindo qualquer mecanização, foi necessário um grande trabalho braçal. A área total tem 13ha, dos quais 2,5ha estão desmatados; diante da escassez de tempo e de recursos foi escolhido revitalizar apenas 1ha de solo, onde a declividade varia de 25% a 40%.

Inicialmente foram feitas curvas em níveis, abrindo caminhos para acesso das pessoas e degraus para plantio das mudas, retenção de água e controle da erosão; realizado controle de formigas e plantio de adubação verde para preparo do solo. Em seguida foi instalado um sistema simples de irrigação, as chuvas foram generosas no verão e foi possível prorrogar este feito. Mas a estiagem em abril foi bem severa, a mais seca desde 1961.

Instalação de bananal em faixas agroflorestais

  • Faixas: 200 mudas de árvores frutíferas, entre abacate, abacaxi, amora, araucária, banana, jaca, jabuticaba, uvaia, mamão, maracujá, moringa, palmeira real, pitanga e pupunha
  • Bananas: 550 mudas de Prata-anã e Catarina nova variedade da Embrapa
  • Árvores + arbustos adubadeiros (1ha)

Para enriquecer o bananal de árvores e arbustos adubadores, foi plantado:

  • 120 mudas de malvabisco;
  • 86 mudas de abacateiro/pé franco;
  • 60 mudas de margaridão;
  • 25 mudas de astrapeia;
  • 30 mudas de araucária;
  • 75 mudas orelha de onça.

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